quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Certo ou errado


Certo e errado é bem mais do que relativo. Justiça e injustiça, também.

As leis são as bases da justiça, elas são feitas por pessoas que representam a maioria e regem o conceito e sentido do que a maioria acha correto, o ‘senso de justiça comum’ diríamos. Mas quando se trata de acontecimentos que não têm leis ou regras ou uma constituição para embasar se tal fato é correto ou não, se há justiça ou injustiça naquele ato, para quem apelamos? Quando não existem regras e diretrizes para os acontecimentos que nos cercam, quem pode julgar cada lado da moeda?

Cada pessoa tem a sua visão do mundo, têm seus conceitos, preceitos e pré-conceitos a respeito de fatos, eventos, pessoas, histórias e coisas em gerais, então cada pessoa também terá no seu particular um senso de justiça e injustiça para cada coisa que ocorre, e se cada pessoa particularmente determina se algo esta de acordo com a ‘justiça’ ou trata-se de uma ‘injustiça’ ficamos sem uma corte, um livro ou uma pessoa especifica à quem recorrer para esclarecer esses acontecimentos. Não temos base para julgar (julgamento, este ato que todos adoramos) e ficamos na mão do bom senso individual.

Sendo assim, é bem mais complicado determinar se as pessoas estão agindo de maneira correta ou não, já que o correto ou incorreto depende muito de cada um. É claro que algumas situações são ‘senso comum’ e todos nós sabemos independente de ter uma legislação ou não, se aquilo é correto ou não fazer, se trata de uma justiça ou não. Acontece que no dia-a-dia nos deparamos com situações que ultrapassam a conjectura habitual do ‘certo e errado’ e então ficamos com a dúvida: eu fiz certo ou errado em tomar aquela atitude? Eu fui justo ou injusto?

O que devemos fazer:  Perguntar no Yahoo! Resposta? Joga no Google? Enquete no Facebook? Fazer um “bem me quer mal me quer”? Pesquisa quantitativa na praça da cidade?

Nada disso funciona, cada pessoa e cada instrumento nos fornecerão respostas diferentes, e se a maioria das pessoas age de maneira errada, aquilo não passa a ser correto, então esse papo de que a ‘voz do povo é a voz de D’us’ é uma das maiores furadas que se ouve por ai.

Devemos ser educados de maneira a não ferir, interferir, denegrir ou destruir a vida de outra pessoa e desde que você não tenha a intenção de fazer mal e desde que você não faça mal ao outro, provavelmente você estará sendo justo. Cada acontecimento exige um ato que anda em desuso nos dias atuais: REFLEXÃO, pensar a respeito.

As pessoas no seu comodismo e por ter “aquela velha opinião formada sobre tudo” se isentam do ato de pensar, se por no lugar do outro, analisar todo o acontecimento e tudo que envolve quando tomamos certas atitudes.  Se isso fosse feito no dia-a-dia sempre que tivéssemos que fazer algo ‘duvidoso’ muitos menos erros e injustiças aconteceriam, e muito menos julgamentos errados circulariam por ai.

O fato é que ninguém quer pensar, é bem mais fácil sair falando, julgando e fazendo. Sempre certo pra um e errado para o outro. A verdade a quem pertence? Provavelmente a cada um, ser pensante ou não.

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