Por que nem
sempre valorizamos que está ao nosso lado, vivo?
Já percebeu
que as pessoas que damos valor são:
1º pessoas
distantes;
2º pessoas
mortas.
É inegável esse
fato e todo mundo deve ter alguma história do tipo. Aquele velho papo de “porque
as pessoas legais moram longe de mim?”; “que pessoa fantástica, pena que está
do outro lado do país, mundo!”.
Acho que os
artistas brasileiros sabem bem o que é isso, mas o que eu quero dizer é num ambiente
reduzido, uma atmosfera mais baixa, um campo gravitacional que está bem mais próximo
de nós, uma órbita ao nosso redor.
As pessoas
têm o costume de valorizar as estrelas que estão fora do seu alcance, e isso
não significa que as estrelas próximas não brilham, isso significa que somos
arrogantes e mesquinhos a ponto de não dar valor a alguém que conhecemos bem e
a quem podemos elogiar simplesmente olhando para o lado.
Embora muitas
das vezes até amamos a pessoa, temos a mania ‘bestial’ de não dar valor a ela,
ou ao que ela faz.
Aquela velha
história de que “o que é fácil não damos valor”. É maios ou menos isso.
Como
conhecemos a pessoa, temos intimidade, amizade, carinho, afeto e até amor pela
pessoa, fica muito fácil, muito próximo e valorizar alguém assim –pensam as
pessoas–, vai me desvalorizar, por que ‘como assim’ eu vou dar valor ou
reconhecer alguém que está aqui do meu lado e que em geral as outras pessoas
que estão próximas também não reconhecem –essas outras pessoas seguem a mesma
linha de raciocínio–?
Projeto
legal é o Criança Esperança e não a Pastoral da Criança aqui do meu bairro.
Atriz boa é a Meryl Streep ou alguém de Hollywood, porque o Rio de Janeiro é a
cidade dos atores sem filtro. Literatura boa? Só estrangeira, música? Também!
Pessoas para
se espelharem só os famosos, os heróis são todos importados ou inatingíveis.
Nós não temos a humildade de olhar para dentro da nossa casa, dentro da nossa família
e familiares e espelhar em uma boa história. Não reconhecemos que assim como
pessoas distantes, as que estão ao nosso lado também fazem grandes feitos, são
bons artistas, cantores, atores, bailarinos, escritores...
NÃO. Não são
bons, não reconheço não elogio e se quer prestigio. Temos o prazer de evitar
ver pra não ter que mesmo apenas para nós mesmos, reconhecer que é bom. Às
vezes você vê um amigo fazendo algo que você reconhece que é bom, mas pelo fato
de ser um amigo, ao invés de elogiar, você:
1º ou
critica;
2º ou ironiza
pra não ter que elogiar.
3º ou
satiriza pra não dar o braço a torcer.
Aí a pessoa
vai e morre: Santo, automaticamente vira santo e bom em tudo o que fazia. Vira
mestre, cultuado, parabenizado e todos mais elogios disponíveis são atribuídos.
A pessoa já está morta mesmo e não vai ter a chance de ver que eu reconhecia o
que ela faz, então agora sim eu posso reconhecer o que ela fazia.
O que não
queremos e não aceitamos é deixar que a outra pessoa saiba que nós a reconhecemos
e até valorizamos o seu trabalho. Não conseguimos lhe dar com o fato de que as
pessoas têm talentos e é bem mais fácil criticar do que elogiar.
Está ai o
fato de as pessoas serem descobertas pra um talento: na verdade ela já era
talentosa o suficiente pra ser reconhecida, mas as pessoas ao entorno faziam
questão de fechar os olhos.
Dica: não espere
reconhecimento de quem você tem acesso fácil.
PS: às vezes
pode ser inveja as vezes pode ser que você realmente não é bom.
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