quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Quem é seu fã número 1?


Por que nem sempre valorizamos que está ao nosso lado, vivo?
Já percebeu que as pessoas que damos valor são:
1º pessoas distantes;
2º pessoas mortas.

É inegável esse fato e todo mundo deve ter alguma história do tipo. Aquele velho papo de “porque as pessoas legais moram longe de mim?”; “que pessoa fantástica, pena que está do outro lado do país, mundo!”.
Acho que os artistas brasileiros sabem bem o que é isso, mas o que eu quero dizer é num ambiente reduzido, uma atmosfera mais baixa, um campo gravitacional que está bem mais próximo de nós, uma órbita ao nosso redor.
As pessoas têm o costume de valorizar as estrelas que estão fora do seu alcance, e isso não significa que as estrelas próximas não brilham, isso significa que somos arrogantes e mesquinhos a ponto de não dar valor a alguém que conhecemos bem e a quem podemos elogiar simplesmente olhando para o lado.
Embora muitas das vezes até amamos a pessoa, temos a mania ‘bestial’ de não dar valor a ela, ou ao que ela faz.

Aquela velha história de que “o que é fácil não damos valor”. É maios ou menos isso.

Como conhecemos a pessoa, temos intimidade, amizade, carinho, afeto e até amor pela pessoa, fica muito fácil, muito próximo e valorizar alguém assim –pensam as pessoas–, vai me desvalorizar, por que ‘como assim’ eu vou dar valor ou reconhecer alguém que está aqui do meu lado e que em geral as outras pessoas que estão próximas também não reconhecem –essas outras pessoas seguem a mesma linha de raciocínio–?
Projeto legal é o Criança Esperança e não a Pastoral da Criança aqui do meu bairro. Atriz boa é a Meryl Streep ou alguém de Hollywood, porque o Rio de Janeiro é a cidade dos atores sem filtro. Literatura boa? Só estrangeira, música? Também!

Pessoas para se espelharem só os famosos, os heróis são todos importados ou inatingíveis. Nós não temos a humildade de olhar para dentro da nossa casa, dentro da nossa família e familiares e espelhar em uma boa história. Não reconhecemos que assim como pessoas distantes, as que estão ao nosso lado também fazem grandes feitos, são bons artistas, cantores, atores, bailarinos, escritores...

NÃO. Não são bons, não reconheço não elogio e se quer prestigio. Temos o prazer de evitar ver pra não ter que mesmo apenas para nós mesmos, reconhecer que é bom. Às vezes você vê um amigo fazendo algo que você reconhece que é bom, mas pelo fato de ser um amigo, ao invés de elogiar, você:
1º ou critica;
2º ou ironiza pra não ter que elogiar.
3º ou satiriza pra não dar o braço a torcer.

Aí a pessoa vai e morre: Santo, automaticamente vira santo e bom em tudo o que fazia. Vira mestre, cultuado, parabenizado e todos mais elogios disponíveis são atribuídos. A pessoa já está morta mesmo e não vai ter a chance de ver que eu reconhecia o que ela faz, então agora sim eu posso reconhecer o que ela fazia.

O que não queremos e não aceitamos é deixar que a outra pessoa saiba que nós a reconhecemos e até valorizamos o seu trabalho. Não conseguimos lhe dar com o fato de que as pessoas têm talentos e é bem mais fácil criticar do que elogiar.
Está ai o fato de as pessoas serem descobertas pra um talento: na verdade ela já era talentosa o suficiente pra ser reconhecida, mas as pessoas ao entorno faziam questão de fechar os olhos.

Dica: não espere reconhecimento de quem você tem acesso fácil.
PS: às vezes pode ser inveja as vezes pode ser que você realmente não é bom.

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