É muito difícil tomar decisões, sério. Muito.
É muito difícil porque quando você toma uma decisão você se intitula o autor de todas as conseqüências que essa decisão vier a ter.
Decisões fáceis são aquelas em que os efeitos colaterais são apenas coisas boas.
As decisões mais difíceis de ser tomada são aquelas de incertezas e que as conseqüências podem nos entristecer, acabar com a vida de alguém, as que interferem no bolso, na cabeça e no coração. Uma decisão dessa tem que ser pensada, repensada e novamente pensada.
Acontece que alguns fatos corroboram com a decisão, mesmo esta não ter sido tão pensada. Outros fatos fazem que todo esse processo de pensar e refletir sejam pulados. É talvez nessas horas que nos precipitamos.
Algumas vezes nos apoiamos que a decisão a se tomar vai ter proporções menores das que já vem ocorrendo. É tipo a dor de uma separação: "será que essa dor não vai ser menor do que o fato de continuar esse relacionamento e continuar sofrendo?".
Só existe uma maneira de saber, e essa maneira é tomando a decisão (não obrigatoriamente sendo a coisa mais correto a se fazer) e parando para analisar os cacos, os efeitos e não as causas.
O importante é não se aventurar e desatinar o que se decidiu, mas sim ter caráter para voltar atrás caso esteja errado. Vamos tentar mais uma vez...
Por necessidade mutua vamos ver o que se aprende disso tudo, vamos voltar e ver o quanto suportamos. Ou não, vamos suportar o que já foi decidido e tentar seguir a vida.
Sei lá, já não sei o que é o certo quando o mais certo para mim chegou ao fim.
As incertezas já não mais são certezas e as decisões já não se cabem apenas a mim.
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